SEGURANÇA DO TRABALHO

APRESENTAÇÃO

        

 

É fato que a incidência de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho ocorrem com freqüência e em grande número em nosso pais. As estatísticas comprovam essa condição, que coloca o Brasil entre os paises que mais registram acidentes de trabalho no mundo, posição que poderia ser ainda pior se todos os acidentes ocorridos fossem notificados e se o universo de trabalhadores abrangidos pelas estatísticas não estivesse aquém da força de trabalho realmente existente no país. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho – OIT, o país ocupava em 1999, a 15ª o posição no ranking de acidentes de trabalho no mundo. Dados do Anuário Estatístico da Previdência Social 2001 mostram que, naquele ano, ocorreram, no Brasil, 2.557 óbitos por acidente de trabalho (1997 a 2001) - uma morte para cada 132 acidentes registrados. Nos últimos cinco anos da pesquisa, foram computadas cerca de 17.000 mortes de trabalhadores no exercício da sua atividade. Em relação às doenças ocupacionais, segundo a mesma fonte, em 2001, foram notificados 17.470 casos. Nos últimos anos, foram mais de 100.000 registros. Computando-se os óbitos, as doenças e os acidentes típicos e de trajeto, foram cerca de 2.000.000 de registros, período de 1996 a 2000, de acordo com a Previdência Social. Ressalte-se que as estatísticas de acidentes de trabalho brasileiras são feitas sobre a massa de trabalhadores contribuintes da Previdência Social, isto é, cerca de 1/3 da população economicamente ativa (PEA), ou 29.405.175 trabalhadores, em 2001, segundo o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Considerando que a PEA, do Brasil, era, em 1998, de 76.885.732 trabalhadores, segundo o Anuário de Estatísticas do Trabalho 2000, da OIT, conclui-se que, aproximadamente, 50.000.000 trabalhadores estão excluídos das estatísticas oficiais de acidentes de trabalho. A região Sudeste, onde se localiza o Colégio Adélia, é uma das que mais registram acidentes e doenças ocupacionais, uma vez que concentra grande contingente de empresas, demandando ações preventivas importantes. Diante dessa situação, torna-se imperioso priorizar ações e adotar políticas mais contundentes para a prevenção dos fatores de risco incidentes nos locais de trabalho. Desta forma é importância mencionar que, no presente mercado globalizado, as relações comerciais bilaterais estão, também, levando em consideração padrões de exigência quanto às condições do meio ambiente natural e do meio ambiente de trabalho onde se produziu o bem ou o serviço. A educação é uma das ações mais importantes que se pode implementar para tentar reverter este quadro, assim como as ações governamentais, como o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade – PBQP, que estabelece a meta de redução em 40% na taxa de acidentes de trabalho até 2003. Nesse contexto, conforme relatado nos Referenciais Curriculares Nacionais, fica claro o espaço para uma participação maior do profissional técnico em Segurança , no que se refere ao planejamento de prevenção, implementação das ações e verificações sistemáticas no seu sistema, uma vez que o grande desafio é integrar a Segurança a outras áreas da empresa, como a manutenção, a produção, a Qualidade e a Administração. Concluímos então que a implantação de cursos de formação de profissionais de Segurança de Trabalho em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Técnico, e a disseminação dos conceitos preventivos entre os trabalhadores e os alunos desta Instituição de Ensino.

 

PERFIL DO TÉCNICO EM PORTO

 

A Segurança do Trabalho é uma atividade que busca introduzir no setor produtivo, incluindo aí os trabalhadores e a Direção das Empresas, conceitos fundamentais sobre a prevenção de acidentes. Sabe-se que são elevados os índices de acidentes de trabalho, e que este quadro, para ser revertido, deve ter uma ação compartilhada de todos os segmentos da organização. Ao concluir o curso de técnico em Segurança do Trabalho, o profissional deverá apresentar um conjunto de competências que o habilitará a desempenhar as suas atividades na área de Segurança do Trabalho. Por esta razão, cabe ao técnico em Segurança do Trabalho promover a conscientização coletiva na busca de resultados nesta área e saber “vender” que a prevenção da integridade física e da saúde das pessoas no ambiente de trabalho é tarefa de todos, não só dele. O profissional Técnico de Segurança do Trabalho do Colégio Adélia estará apto a condução de trabalhos técnicos em Segurança do trabalho, operar instrumentos de avaliação ambiental, aplicar normas de biosegurança, aplicar princípios ergonômicos na realização do trabalho, realizar primeiros socorros em situações de emergência, interpretação e execução das Normas Regulamentadoras de Medicina e Segurança do trabalho. Dentro dos modernos conceitos de gestão, esse profissional atua como consultor de segurança, orientando e aconselhando sobre a forma de agir para garantir a prática de atividades seguras. Nesse contexto, o egresso deste curso deverá valer-se dos conteúdos ministrados em Sociologia do Trabalho, e aplicar os conceitos das relações humanas para envolver as pessoas que executam atividades na empresa. A capacidade de promover reuniões, realizar palestras e treinamentos e de criar estratégias para informar aos trabalhadores sobre os prejuízos que os acidentes de trabalho causam, e que a sua ação ou omissão são condições valorizadas neste processo, destacam-se entre as várias habilidades do egresso do Curso Técnico de Segurança do Trabalho do Colégio Adélia Camargo Corrêa.

 

 

DIPLOMAÇÃO

 

            O formando ao final do Curso terá direito ao seu Histórico Escolar, bem como ao Diploma de Técnico em Segurança do trabalho.

 

INGRESSO

Como requisito para o acesso ao curso exige-se a conclusão do Ensino Médio e ser maior de 18 anos.

MERCADO DE TRABALHO

O profissional de Segurança do Trabalho atua em todas as atividades econômicas e em todas as áreas. Diante do processo permanente de evolução tecnológica dos equipamentos e máquinas que operam nas indústrias, o Técnico em Segurança do Trabalho deve ser permeável à leitura do funcionamento destes novos produtos, para conhecer sua engenharia, os riscos que eventualmente oferece aos seus operadores e saber adotar os mecanismos de prevenção pertinentes.

DURAÇÃO DO CURSO

         Os Cursos têm duração de 18 meses, divididos e 03 (Três) Módulos

 

APROVAÇÃO DO CURSO

Portaria da Dirigente Regional de Ensino 24/12/2009 - Publicação D.O.E 06/10/2010

 

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